HISTÓRICO
Em 1990, uma significativa mudança é realizada em Porto Alegre: as crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) são integradas às escolas regulares. As 22 classes especiais que existiam nas escolas são substituídas pela inserção dos alunos junto às demais crianças nas escolas regulares. Os estudantes com deficiências mentais severas ou sofrimento psíquico, que necessitam de espaço educacional especializado, são conduzidos às quatro escolas especiais da Rede que estavam em projeto e passam a priorizar uma concepção pedagógica e não mais do tratamento médico-clínico.
Para que fosse possível a inclusão dos alunos, com necessidades educacionais especiais nas escolas regulares da Rede, foi preciso criar um cronograma de adequação aos prédios, eliminando as barreiras arquitetônicas para o acesso de alunos cadeirantes e com dificuldades de locomoção, adaptando banheiros, entre outros equipamentos. Este cronograma está em fase de execução. A fim de melhorar o processo de aprendizagem e qualificar a inclusão escolar, foram implantadas as Salas de Integração e Recursos (SIRs) que são utilizadas para investigar as necessidades e acompanhamento da escolarização de cada indivíduo. Além disso, as SIRs são espaços onde as famílias recebem orientações e há trocas de experiências entre os professores dos alunos com estes profissionais. Existem, também, as SIRs para alunos com deficiência visual, que contam com dois profissionais especializados, máquinas de escrever e impressoras em Braille, lupas eletrônicas, jogos e material ampliado, em cada uma delas.
Todas as escolas da Rede têm acessibilidade parcial ou estão em implantação, e cerca de 70% das escolas de Educação Infantil alcançam a acessibilidade plena. Isso significa equipar as escolas para que todos tenham acesso total as suas instalações.
As quatro Escolas Especiais e as demais escolas regulares da Rede atendem crianças com necessidades educacionais especiais desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Jovens e adultos maiores de 21 anos têm a oportunidade de continuar sua formação nas turmas de EJA que também acolhem alunos especiais. Anualmente são oferecidos cursos de formação para os profissionais da rede a fim de qualificar o processo de inclusão dos alunos com NEE nas classes comuns das escolas regulares.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
A Educação Especial é a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais. É um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio disponíveis a todos os alunos, ou seja, trabalha-se na perspectiva de diferentes alternativas de atendimento.
O trabalho da Educação Especial é assessorar os diferentes espaços onde crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais estão incluídos. Nessa perspectiva, o território de aprendizagem da educação especial esta organizado como uma modalidade que perpassa todos os outros territórios.
O que se pretende é contribuir para acurar o olhar acerca daquilo que é específico da e na Educação Especial, ao mesmo tempo que se referenda a importância de assegurar a esses alunos um lugar naquilo que é de todos.
ESTRUTURA
Composição da Equipe de Assessoria
A assessoria é composta por 12 profissionais – professores e psicólogos –organizados por referência aos diferentes níveis de ensino e especialidades da educação especial, a saber:
Ø Educação Infantil: Educação Precoce, Psicopedagogia Inicial, Escolas Infantis (40), Creches Comunitárias.
Ø Ensino Fundamental: 18 SIR (03 visuais), Escolas Regulares (45); Escolas Especiais (04).
Ø Educação de Jovens e Adultos – EJA: CMET, Escolas de Ensino Fundamental; Escolas de Ensino Médio; Programa de Trabalho Educativo.
Serviço de apoio às escolas
O trabalho de equipe de psicologia perpassa todos os níveis de ensino com uma ação voltada para análise institucional, no sentido de identificar e refletir sobre aspectos instituídos nas relações educativas buscando potencializar o exercício da diferença.
Assessoria de inclusão: formada por professores das escolas especiais, (3 prof. com 10h) para acompanhar o processo de inclusão dos alunos que não possuem atendimento de apoio (SIR).
Educação Precoce – EP – e Psicopedagogia Inicial – PI: os professores que trabalham nesta modalidade possuem carga-horária para acompanhamento das escolas infantis e creches.
Salas de Integração e Recursos – SIR: faz parte deste serviço, além do atendimento dos alunos, o acompanhamento dos professores e equipes pedagógicas.
Estagiários: apoio às turmas com alunos incluídos (70)
Assessoria – SMED/ESCOLA
Professores da SIR.
Professores de EP/PI.
Professores das escolas especiais.
Equipes diretivas e/ou educadores das escolas de ensino fundamental e educação infantil, a partir de demandas da própria escola ou da assessoria.
Participação em espaços de formação a partir da demanda das escolas e creches, sendo realizada por assessores, prof. de EP/PI ou prof. SIR.
Encontros Mensais de Formação
Estagiários do projeto de Inclusão
Professores da Educação Precoce e Psicopedagogia Inicial
Equipes Diretivas das Escolas Especiais
ESCOLAS MUNICIPAIS
EMEEF Elyseu Paglioli End: Rua Burití, 221 Bairro Cristal f: 3241.4985
EMEEF Luiz F. Lucena Borges End: Rua Claudio Manuel da Costa, 270 Bairro Jardim Sabará f: 3338.3350
EMEEF Lygia Morrone Averbuck End: Rua “AG” - Projetada, s/n Bairro: Jardim do Salso f: 3338.1518
EMEEF Tristão Sucupira Viana End; Rua Nilo Wulff, s/n Bairro Restinga Nova f: 3250.1527
Proposta Pedagógica:
Ciclos de Formação
I Ciclo: de 6 a10 anos
Il Ciclo: de 10 a 15 anos
III Ciclo: de 15 a 21 anos
m obtidas no site da SMED/POA: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smed/default.php?p_secao=145#
As informações acima fora
Comments (1)
Simone Ramminger said
at 11:45 pm on Jun 28, 2009
Maria Beatriz essa era a idéia da atividade, registrar os serviços especializados oferecidos no município de Porto Alegre e o número de alunos atendidos em cada um.
No texto "Atendimento Educacional Especializado – concepção, princípios e aspectos organizacionais", Alves e Gotti referem que "O atendimento educacional especializado diferencia-se substancialmente da escolarização. Deve ser oferecido em horário oposto à escolarização justamente para que os alunos possam freqüentar as turmas de ensino regular. Estas turmas, com alunos da mesma faixa etária, constituem ambiente adequado e desafiador para o desenvolvimento da socialização e construção do conhecimento. Cabe ressaltar a necessidade de que o atendimento educacional especializado se dê em interface com o trabalho desenvolvido na sala de aula comum." (p.76)
Estava pesquisando sobre os serviços e encontrei um material interessante no site da FADERS, caso te interesse: http://www.faders.rs.gov.br/portal/index.php?id=servico&cat=27.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
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